Arte Real

Arte Real

quinta-feira, 24 de julho de 2008

História da Escova de Dentes

As primeiras escovas de dente surgiram há cerca de 3 mil anos a.C. no Egito. Eram feitas de ramos com as pontas desfiadas, essas pontas eram esfregadas nos dentes. Com o passar do tempo, a China desenvolveu no século XV uma escova feita com pêlos de animais amarrados a um pedaço de osso ou de bambu, mas observaram que tais pêlos estavam mofando e machucando a gengiva das pessoas e a partir daí os Estados Unidos começaram a estudar uma forma de melhorar a situação.

Em 1938, fabricaram as escovas de dente com cerdas de nylon. Eram macias e arredondadas permitindo limpar todos os dentes sem machucar as gengivas. Com o sucesso das novas escovas, outros modelos foram surgindo. Surgiram as cerdas macias para aqueles que preveniam possíveis machucados na boca e cerdas médias e duras para aqueles que acreditavam que eram melhores para limpar.

Hoje, dentre vários tipos de escovas existentes e de vários designes diferentes, vale lembrar que a escova precisa de alguns quesitos para fazer uma boa higienização. Entre eles, a durabilidade das cerdas quanto ao soltar da base e a forma das cerdas que devem ser adequadas.

Também é importante ressaltar que algumas bactérias se desenvolvem a partir dos restos de alimentos que ficam entre os dentes e a única maneira de evitar sua proliferação e outros danos bucais é com o uso da escova de dente.

Intoxicação por Água

A intoxicação por água é um desequilíbrio que ocorre no organismo quando se ingere grande quantidade de água num curto período, sobrecarregando os rins que não conseguem funcionar normalmente. Causa um problema chamado hiponatremia que desconcentra os íons de sódio no organismo e pode levar o indivíduo à morte.

No início pode ser tratada com soro associado a eletrólitos, mas se não tratada é fatal, pois o sódio faz a circulação dos líquidos na parte externa das células regulando a pressão arterial, auxiliando no bom funcionamento dos músculos, entre outros benefícios.

A grande quantidade de água no organismo faz com que as células tentem absorver maior proporção de água do que conseguem fazendo com que inchem bastante podendo explodir com a pressão da água, como ocorre com as células do cérebro. Não há uma quantidade exata de líquidos a ingerir, pois esta varia de acordo com as condições de cada organismo.

o que sao nuvens?

As nuvens são aglomerados de partículas de gelo ou água líquida que estão na atmosfera após processos de condensação ou liquefação. Após a formação de cada nuvem o vento é o responsável por transporta-las de maneira que pode alterar sua característica. O vento ao elevar uma ou mais nuvens faz com que estas sofram alterações de forma que se resfriam e consequentemente se congelam de forma parcial ou total. Quando estas são levadas para baixo pelo vento, tendem a desaparecer por causa do processo de evaporação da água que ocorre. Dessa forma, a nuvem com o auxílio dos ventos pode crescer ou se dissipar.

As nuvens podem ser classificadas de acordo com sua aparência (gênero), variedade e altitude. De acordo com a aparência existem nuvens fibrosas, altas, brancas e finas denominadas cirrus; nuvens formadas por grandes camadas denominadas stratus e nuvens formadas por placas individuais denominada cumulus.

De acordo com a variedade, determina as características de cada nuvem como o formato e o grau de transparência. De acordo com a altitude, as nuvens são consideradas altas se estiverem a 6km de altura acima do solo, médias se estiverem de 2 a 4km de altura em relação ao solo e baixas se estiverem até 2km de altura do solo.

A aparência de cada nuvem é variável dependendo da natureza, dimensão, número, textura e distribuição das partículas de água que contém e ainda depende da intensidade e da cor da luz que esta recebe.

Por que sentimos cócegas?

As cócegas são rápidas respostas a situações de perigo que o homem adquiriu para defender-se, são reações de pânico. Quando algum inseto tentava escalar as pernas do homem de antigamente, eram as cócegas que o faziam perceber e expulsar o bicho.

Não é possível fazer cócegas em si mesmo (propositalmente) porque o cérebro prevê os movimentos antes mesmo que aconteçam, não provocando a sensação de perigo e pânico que incita as cócegas. Quando alguém nos toca, o corpo reage, tornando-se tenso. Porém quando tocamos o próprio corpo, ele não demonstra reação.

  • uma estrategia de defesa

por que os mosquitos zumbem nas nossas orelhas?

Quem nunca foi incomodado com o chato barulho de um mosquito enquanto dormia? Os mosquitos, pernilongos ou muriçocas, como são chamados em algumas regiões do Brasil, são diversos insetos da subordem Nematocera e da família dos culicidaeque que se alimentam do sangue do homem, de mamíferos e de aves.

Sabe-se que o mosquito é atraído pelo gás carbônico emitido pelo nariz no processo da respiração. Como os ouvidos estão diretamente ligados a este processo, é comum os pernilongos zumbirem perto das nossas orelhas. Os pernilongos conseguem encontrar as pessoas em um ambiente escuro devido à sua capacidade de percepção química.

Em relação ao próprio zumbido dos mosquitos, ele nada mais é do que o resultado do batimento de suas asas, que podem chegar a mil movimentos por segundo.

Por que os morcegos ficam de cabeça para baixo?

O morcego é o único mamífero que tem a capacidade de voar. O animal possui hábitos noturnos; durante o dia, passa o tempo pendurado de cabeça para baixo em alguma caverna, ponte ou outro lugar escuro. O principal motivo pelo qual os morcegos ficam nessa posição é que, desta forma, se encontram em uma posição ideal para alçar vôo.

Os morcegos não conseguem se lançar no ar como as aves; o animal necessita se lançar de um lugar alto para poder voar. Por isso, eles usam suas garras para subir nos tetos das cavernas, por exemplo, porque caso necessite sair voando, ele já está na posição ideal.

Ficar pendurado de cabeça para baixo também é uma boa maneira de se esconder de pássaros predadores, além de existir pouca competição para conseguir esses locais de abrigo. Esses animais possuem adaptações fisiológicas que os permitem ficar pendurados sem nenhum esforço. Outro aspecto importante é que suas artérias e veias fazem com que o sangue circule para cima, mesmo quando estiverem de cabeça para baixo.

Qual é a maior temperatura que o corpo pode agüentar?

A busca pela maior temperatura suportada pelo corpo humano se iniciou no século XVIII, por meio do médico inglês Charles Blagden, e de uma forma não muito comum: Sr. Blagen resolveu entrar num cômodo aquecido a 105°C, tendo conseguido permanecer no local por 15 minutos. Testes mais recentes e menos perigosos foram capazes de descobrir a exata temperatura máxima que podemos agüentar: 127ºC, por 20 minutos.

Na verdade, o suor é o grande responsável por suportarmos altas temperaturas. Nesse sentido, quando o ar está seco, podemos suportar maiores temperaturas, uma vez que o suor rouba calor do corpo e evapora. Já quando o ar está úmido, qualquer temperatura acima dos 40ºC pode se tornar insuportável, pois o mesmo não encontra condições de evaporar e amenizar a temperatura do corpo.

Mucofagia

Quando criança seus pais te ensinaram que não devia colocar o dedo no nariz, pois isso seria falta de educação. Porém, você sempre colocava o dedo no nariz e ainda tirava de dentro dela a mucosa nasal, também conhecida como “meleca”. Algumas vezes você limpava a “meleca” na roupa, na parede, debaixo da cadeira ou da mesa, mas havia vezes em que você punha a mucosa nasal, direto na boca, isso se chama mucofagia.

Esse sem dúvida é um hábito aparentemente nojento, mas para alguns pesquisadores o ato de comer “meleca” do nariz é algo saudável, pois a ingestão das bactérias presentes na mucosa nasal faz com que o organismo produza anticorpos, garantindo a saúde da criança. Pois bem, agora você deve estar se perguntando onde fica a higiene nessa história? A higiene é algo de suma importância, dizer que a mucosa nasal pode ser uma coisa boa, não significa que você não deva ensinar seu filho de que não deve por o dedo no nariz e muito menos comer a “meleca”, quando ocorrer dele comer você não precisa achar que é o fim do mundo, nesse momento ele está ajudando o organismo a se proteger contra determinadas bactérias, as quais podem ocasionar doenças.

O que é Habeas Corpus?

Um termo muito utilizado na esfera criminal do direito é o habeas corpus, expressão latina que significa “Que tenhas o corpo”. Na verdade, o habeas corpus completamente se chama habeas corpus ad subjiciendun, pois era assim que começavam os escritos pedindo a liberação de um presidiário na Idade Média.

O termo foi oficializado em 1215, quando foi imposto ao rei João Sem Terra, a Magna Carta Libertatum, limitando os poderes reais e iniciando o processo de origem das Constituições ao longo da história.

O habeas corpus é uma garantia constitucional outorgada. Segundo a Constituição, a garantia “beneficia quem sofre ou se acha ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder". No Brasil, o primeiro código que passou a reconhecer esse instrumento legal de proteção individual foi a Constituição Brasileira de 1891.

Esse instrumento pode ser requerido por qualquer pessoa que ache que o seu direito à liberdade está sendo violado. Para se redigir um habeas corpus, não é necessário a presença de advogado. Esse mecanismo é de caráter informal, visto que não é necessário nenhum tipo de documento para requerê-lo, ainda mais que o habeas corpus pode ser impetrado em qualquer simples folha de papel.

A pessoa que está sofrendo a ameaça aos seus direitos de liberdade não pode requerer diretamente seu habeas corpus, porém a garantia pode ser feita por qualquer terceiro, até mesmo sem nenhuma autorização do acusado. Normalmente, sempre que é apresentado o habeas corpus a um juiz, é emitida uma liminar devolvendo o preso às ruas, para que ele assim, responda o processo em liberdade.

BEBIDAS ENERGETICAS

Bebida energética é a bebida que estimula o metabolismo, uma combinação de metilxantinas, vitaminas B, e ingredientes de ervas exóticas que têm por finalidade fornecer energia. Estas bebidas contêm cafeína, guaraná, taurina, ginseng, maltodextrina, inositol, carnitina, creatina, glucoronolactona, ginkgo biloba. Enquanto algumas versões contêm altos teores de açúcar, outras são adocicadas artificialmente.

A carnitina apesar de ser um forte estimulante, está presente em pequenas doses, portanto qualquer efeito de explosão pode ser psicológico. A quantidade de cafeína contida em uma dose de energético corresponde a 500 ml de refrigerante à base de cola. A taurina, um aminoácido presente no organismo humano, aumenta a resistência física e diminui os efeitos depressores do álcool.

A cafeína como é um estimulante do Sistema Nervoso Central (SNC) ocasiona aumento da atenção, estimula a liberação de adrenalina e facilita a liberação de cálcio, o que proporciona uma contração muscular mais efetiva. Sendo assim, a cafeína, pode atuar em três diferentes sistemas de fornecimento de energia (ATP, anaeróbio e aeróbio) estimulando-os.

A glucoronolactona é uma substância formada a partir de glicose, auxilia nos processos de eliminação de toxinas endógenas e exógenas. No exercício físico age como um desintoxicante, diminuindo a fadiga e melhorando a performance.

A bebida energética contém grande quantidade de carboidrato, o que a caracteriza como “Bebida Energizante”. São hipertônicas, tem grande concentração de açúcar, por isto estimulam a sede. Apresenta também vitaminas hidrossolúveis, como as do complexo B.

Inicialmente a bebida energética foi desenvolvida para o público noturno, como, por exemplo, aquelas pessoas que desejavam passar a noite toda dançando. Porém hoje o perfil do consumidor é mais abrangente: tanto jovens e estudantes quanto outras pessoas de diferentes idades fazem uso dessa bebida para os mais diversos fins.

QUESTOES DE VESTIBULARES_GENETICA

PROVA DE BIOLOGIA – 3o. Ano – 2º Trim./2005

21. (Unesp 2004) O tratamento da leucemia por meio dos transplantes de medula óssea tem por princípio a transferência de células-tronco da medula de um indivíduo sadio para o indivíduo afetado. Tal procedimento fundamenta-se no fato de que essas células-tronco

a) podem ser usadas para a clonagem de células sadias do paciente.

b) não serão afetadas pela doença, já que foram diferenciadas em outra pessoa.

c) secretam substâncias que inibem o crescimento celular.

d) podem dar origem a linfócitos T que, por sua vez, ingerem os leucócitos em excesso.

e) podem dar origem a todos os diferentes tipos de células sangüíneas.

22. (Unesp 2004) Epistasia é o fenômeno em que um gene (chamado epistático) inibe a ação de outro que não é seu alelo (chamado hipostático). Em ratos, o alelo dominante B determina cor de pêlo acinzentada, enquanto o genótipo homozigoto bb define cor preta. Em outro cromossomo, um segundo lócus afeta uma etapa inicial na formação dos pigmentos dos pêlos. O alelo dominante A nesse lócus possibilita o desenvolvimento normal da cor (como definido pelos genótipos B_ ou bb), mas o genótipo aa bloqueia toda a produção de pigmentos e o rato torna-se albino. Considerando os descendentes do cruzamento de dois ratos, ambos com genótipo AaBb, os filhotes de cor preta poderão apresentar genótipos:

a) Aabb e AAbb. b) Aabb e aabb. c) Aabb e aabb.

d) AABB e Aabb. e) aaBB, AaBB e aabb.

23. (Unesp 2004) Erros podem ocorrer, embora em baixa freqüência, durante os processos de replicação, transcrição e tradução do DNA. Entretanto, as conseqüências desses erros podem ser mais graves, por serem herdáveis, quando ocorrem

a) na transcrição, apenas.

b) na replicação, apenas.

c) na replicação e na transcrição, apenas.

d) na transcrição e na tradução, apenas.

e) em qualquer um dos três processos.

24. (PUC 2004) Organismos são ditos transgênicos quando, por técnica de engenharia genética, recebem e incorporam genes de outra espécie, os quais podem ser transmitidos aos seus descendentes. Exemplos desses organismos são as plantas transgênicas, receptoras de um gene de outro organismo (doador) que lhes confere resistência a certos herbicidas. Para que ocorra a síntese da proteína codificada pelo gene inserido no genoma da espécie receptora, diversas condições devem ser observadas. Entretanto, fundamentalmente, essa técnica é possível porque

a) cada organismo apresenta seu próprio código genético.

b) o código genético é comum a todos os seres vivos.

c) o código genético é degenerado.

d) a técnica permite trocar o código genético do organismo doador do gene.

e) a técnica permite trocar o código genético do organismo receptor do gene.

25. (UEL 1996) "As alterações no ritmo dos movimentos respiratórios, que ocorrem durante a realização de atividades físicas intensas, devem-se à influência da concentração elevada de ........(I)........ sobre o ........(II)........."

Para completar corretamente a frase anterior, deve-se substituir I e II, respectivamente, por

a) O2 e bulbo. b) CO e bulbo. c) CO2 e bulbo.

d) N2 e cerebelo. e) CO2 e cerebelo.

26. (Fuvest 1996) Considere uma ovogônia de uma mulher heterozigota para o par de alelos Dd. Entre os possíveis gametas formados por essa ovogônia, podemos encontrar:

a) quatro óvulos Dd. b) quatro óvulos D e quatro óvulos d.

c) dois óvulos D e dois óvulos d. d) apenas um óvulo Dd.

e) apenas um óvulo D ou um óvulo d.

Caixa de texto:  27. (Ufrj 2003) Admita que uma determinada doença neurodegenerativa que provoca convulsões e leve à morte em pouco mais de 10 meses seja determinada por um gene dominante. Essa doença manifesta-se tardiamente como representado no gráfico a seguir:

Se um casal com 35 anos tiver um filho, a chance de a criança vir a manifestar a doença corresponde a

a) 0 %.

b) 25%.

c) 50%.

d) 75%.

e) 100%.

28. (Fatec 1996) Relacione a afirmação com o gráfico.

Caixa de texto:  "O glucagon tem efeito inverso ao da insulina aumentando o nível de glicose no sangue, pois atua estimulando a transformação de glicogênio em glicose no fígado"

Os dados para construção deste gráfico foram registrados a partir do instante zero, quando a pessoa ingeriu 50mL de solução glicosada.

Podemos afirmar que, no momento

a) B, a taxa de glucagon é baixa nas pessoas normais.

b) B, a taxa de glucagon é alta nas pessoas normais.

c) C, a taxa de glicose é baixa em decorrência da diminuição de glucagon ou do consumo metabólico.

d) A, a taxa de glicose é baixa em decorrência do aumento da taxa de glucagon ou do consumo metabólico.

e) A, a taxa de glucagon é alta porque a de glicose está normal.

Caixa de texto:  29. (Fuvest 1997) Na genealogia a seguir, os símbolos cheios representam pessoas afetadas por uma doença genética rara.

O padrão de herança que melhor explica o heredograma é

a) autossômico dominante, porque a doença afeta os dois sexos.

b) autossômico dominante, porque a doença aparece em todas as gerações.

c) autossômico dominante, porque aproximadamente 50% da prole é afetada.

d) dominante ligado ao sexo, porque todas as filhas de homens afetados são afetadas.

e) recessivo ligado ao sexo, porque não há transmissão de homem para homem.

30. (Fuvest 1997) Uma mulher normal, casada com um portador de doença genética de herança autossômica dominante, está grávida de um par de gêmeos. Qual é a probabilidade de que pelo menos um dos gêmeos venha a ser afetado pela doença no caso de serem, respectivamente, gêmeos monozigóticos ou dizigóticos?

a) 25% e 50% b) 25% e 75% c) 50% e 25%

d) 50% e 50% e) 50% e 75%

Respostas: 21.e, 22.a, 23.b, 24.b, 25.c, 26.e,

27.a

Observe o gráfico, note que aqueles que têm a doença morrem até os 20 anos de idade, portanto, se o casal está vivo aos 35 anos supomos que sejam aa, pois foi dito que a doença é causada por gene dominante.

Se tanto o homem quanto a mulher são aa, as chances de gerarem uma criança com a doença é zero.

28.a

29.d

30.e

Pai = Aa x Mãe = aa

Criança: Aa ou aa

Monozigóticos, possibilidades:

Aa e Aa

aa e aa

A pergunta é “... pelo menos um dos gêmeos venha a ser afetado...”.

Resposta: 50%.

Dizigóticos, possibilidades:

Aa e Aa

Aa e aa

aa e Aa

aa e aa

A pergunta é “... pelo menos um dos gêmeos venha a ser afetado...”.

Resposta: 75%.

ALGUMAS FINALIDADES DOS HORMôNIOS VEGETAIS

Na agricultura

Auxinas e giberelinas sintéticas: pulverizadas nas culturas, estas substâncias provocam a floração simultânea de plantações de abacaxi, evitam a queda prematura de laranjas e permitem a formação de uvas sem sementes. Aumentam ainda o tempo de armazenamento de batatas, impedindo o brotamento de suas gemas.

Experimentos para a produção de cultura de tecidos vegetais com auxinas e citocininas em soluções nutritivivas contendo sais minerais, açúcar, vitaminas e aminoácidos. A partir disso, são produzidas grandes massas de tecidos (calos) de maçã, pêra, cenoura, batata e outros. Com estes calos, podem ser obtidas novas plantas, selecionadas e isentas de parasitas. Experimentos clássicos realizados em 1950 foram feitos para obter clones (plantas geneticamente iquais, obtidas a partir de células somáticas de um único vegetal) de cenouras por cultura de tecidos.

Utilização de hormônios vegetais como herbicidas seletivos: alguns deles, como a 2,4 –D (ácido dicloro-fenoxiacético, uma auxina sintética) são inócuos para gramíneas como arroz, trigo, centeio, porem matam ervas daninhas de folhas largas como carrapichos, picões, dentes-de-leão.
Para outras finalidades

Alguns hormônios sintéticos podem ser tóxicos para os animais e o homem; seu uso indiscriminado pode desencadear efeitos colaterais nocivos as comunidades e aos ecossistemas. E outra auxina sintética, a 2,4,5-T ( ácido tricloro-fenoxiacético), usado como agente desfolhante na guerra do Vietnã. Foi demonstrado que esta substância é responsável por deformações nos embriões dos mamíferos. Os efeitos perigosos da substância decorrem de sua contaminação por traços de benzodioxina, substância que se forma durante a fabricação do hormônio. Pesquisas recentes mostram que apenas cinco partes por trilhão de dioxina podem aumentar significativamente a probabilidade de ocorrência de cânceres de vários tipos.
Glossário

Partenocarpia: desenvolvimento de um fruto que não foi fecundado e que portanto não tem sementes. (parthenon: virgem, não fecundo).

Senescência: envelhecimento.

Abscisão: queda de folhas ou de outras partes da planta.

Endosperma: reserva nutritiva das sementes.

Dominância apical: influência inibitória da gema apical sobre as gemas laterais. Quando a gema apical é removida, as gemas laterias podem então iniciar seu crescimento. A dominância apical se deve ao fitormônio auxina produzido principalmente pela gema apical.

Fotoperíodo: relação entre a duração dos dias (período iluminado) e das noites (período de escuro).

Plantas de dia curto (PDC): são aquelas que florescem quando a duração da noite (período escuro) é igual ou maior que um determiado valor, denominado fotoperíodo crítico. Plantas de dia curto florescem no fim do verão, no outono e no inverno, como o crisântemo, morangos, prímulas.

Plantas de dia longo (PDL): são aquelas que florescem quando o período de escuro é inferior ao fotoperíodo crítico. Florescem principalmente no verão, como o espinafre e a alface.

Tropismo: é o nome que se dá ao crescimento de uma planta em resposta a algum estímulo externo. Assim, fototropismo é o tropismo cujo estímulo é a luz e geotropismo é o tropismo cujo estímulo é a gravidade.

HormônioS VegetaIS

Uma planta precisa de diversos fatores, internos e externos, para crescer e se desenvolver, e isto inclui diferenciar-se e adquirir formas, originando uma variedade de células, tecidos e órgãos, como já vimos em nosso curso prático de botânica.

Como exemplos de fatores externos que afetam o crescimento e desenvolvimento de vegetais, podemos citar luz (energia solar), dióxido de carbono, água e minerais, incluindo o nitrogênio atmosférico (fixado por bactérias fixadoras e cianofíceas), temperatura, comprimento do dia e gravidade.

Os fatores internos são basicamente químicos e serão discutidos neste texto. Os principais fatores internos são os chamados hormônios vegetais ou fitormônios, substâncias químicas que atuam sobre a divisão, elongação e diferenciação celular.

Hormônios vegetais são substâncias orgânicas que desempenham uma importante função na regulação do crescimento. No geral, são substâncias que atuam ou não diretamente sobre os tecidos e órgãos que os produzem (existem hormônios que são transportados para outros locais, não atuando em seus locais de síntese) , ativos em quantidades muito pequenas, produzindo respostas fisiológicas especificas (floração, crescimento, amadurecimento de frutos etc).

A palavra hormônio vem a partir do termo grego horman, que significa "excitar". Entretanto, existem hormônios inibitórios. Sendo assim, é mais conveniente considerá-los como sendo reguladores químicos. A atuação dos reguladores químicos depende não apenas de suas composições químicas, mas também de como eles são " percebidos" pelos respectivos tecidos-alvo, de forma que um mesmo hormônio vegetal pode causar diferentes efeitos dependendo do local no qual estiver atuando (diferentes tecidos e órgãos) , da concentração destes hormônios e da época de desenvolvimento de um mesmo tecido.
Os grupos de fitormônios conhecidos atualmente

Cinco grupos ou classes de hormônios vegetais (ou fitormônios) são reconhecidos:

Auxinas
Citocininas
Giberelinas
Acido abscísico
Etileno.
Destes cinco grupos, o das giberelinas será enfocado com maior detalhe uma vez que foi utilizado no Fast Plants. Os demais grupos serão apresentados sob a forma de tabela.
As giberelinas

A história inicial das giberelinas foi um produto exclusivo dos cientistas japoneses. Em 1926, E.Kurosawa estudava uma doença de arroz (Oryza sativa) denominada de doença das "plantinhas loucas" , na qual a planta crescia rapidamente, era alta, com coloração pálida e adoentada, com tendência a cair. Kurosawa descobriu que a causa de tal doença era uma substância produzida por uma espécie de fungo, Gibberella fujikuroi, o qual parasitava as plântulas. A giberelina foi assim denominada e isolada em 1934. As giberelinas estão presentes possivelmente em todas as plantas, por todas as suas partes e em diferentes concentrações, sendo que as mais altas concentrações estão em sementes ainda imaturas. Mais de 78 giberelinas já foram isoladas e identificadas quimicamente. O grupo mais bem estudado e o GA3 (conhecido por acido giberélico), que é também produzido pelo fungo Gibberella fujikuroi.

As giberelinas têm efeitos drásticos no alongamento dos caules e folhas de plantas intactas, através da estimulação tanto da divisão celular como do alongamento celular.
Locais de produção das giberelinas no vegetal

As giberelinas são produzidas em tecidos jovens do sistema caulinar e sementes em desenvolvimento. É incerto se sua síntese ocorre também nas raízes. Após a síntese, as giberelinas são provavelmente transportadas pelo xilema e floema.
Giberelinas e os mutantes anões

Aplicando giberelina em plantas anãs, verifica-se que elas se tornam indistinguíveis das plantas de altura normal (plantas não mutantes), indicando que as plantas anãs (mutantes) são incapazes de sintetizar giberelinas e que o crescimento dos tecidos requer este regulador.
Giberelinas e as sementes

Em muitas espécies de plantas, incluindo o alface, o tabaco e a aveia selvagem, as giberelinas quebram a dormência das sementes, promovendo o crescimento do embrião e a emergência da plântula. Especificamente, as giberelinas estimulam o alongamento celular, fazendo com que a radícula rompa o tegumento da semente.
Giberelinas e desenvolvimento de frutos

Giberelinas, assim como auxinas, podem causar o desenvolvimento de frutos partenocárpicos (sem sementes), incluindo maçã, abóbora, berinjela e groselha. A maior aplicação comercial das giberelinas é na produção de uvas para a mesa. O ácido giberélico promove a produção de frutos grandes, sem sementes, soltos entre si.
Aplicações práticas das giberelinas

Giberelinas podem ser usadas na quebra de dormência de sementes de várias espécies de vegetais, acelerando a germinação uniforme de plantações. Em sementes de cevada e outras gramíneas, a giberelina produzida pelo embrião acelera a digestão em reservas nutritivas contidas no endosperma (região rica em reservas), pois estimula a produção de enzimas hidrolíticas.

Giberelinas podem ser usadas para antecipar a produção de sementes em plantas bienais. Juntamente com as citocininas, desempenham importante papel no processo de germinação de sementes.

Giberelinas e auxinas são largamente utilizadas para a produção de frutos partenocárpicos (sem sementes).

Giberelinas estimulam o florescimento de plantas de dia longo (PDL)) e bienais.

MERISTEMAS

EMBRIOGÊNESE



Def.: processo de desenvolvimento do embrião (estabelecimento do eixo apical-basal da planta).



· Órgãos reprodutivos e vegetativos.

· Dupla fecundação

· Formação do zigoto

· Embrião: divisão em 2 partes (corpo e suspensor)

· Aparecimento das regiões meristemáticas (MAC e MAR)





MERISTEMAS



Def.: meristemas são tecidos embrionários nas plantas adultas , que apresentam células que se dividem indefinidamente, adicionando novos elementos ao corpo da planta.



Células meristemáticas
Isodiamétricas, de paredes finas
Desprovidas de material de reserva e cristais
Com vacúolos pequenos
De tamanho variável
Núcleo com alta atividade metabólica



Classificação:



1) quanto a posição no corpo da planta



a) Meristema apical – encontrado nos ápices dos ramos e raízes principais e laterais.

b) Meristemas intercalares – encontrados em tecidos maduros.

c) Meristemas laterais – situados paralelamente à circunferência do órgão.



2) quanto ao estágio de desenvolvimento:



a) Meristema primário – responsável pelo crescimento primário da planta.

· Encontrado nas dicotiledôneas anuais de pequeno porte e na maioria das monocotiledôneas.



· Protoderme – epiderme.

· Procâmbio – tecidos condutores primários (xilema e floema primários).

· Meristema fundamental – tecido fundamental (parênquima, colênquima e esclerênquima).



b) Meristema secundário – responsável pelo crescimento secundário da planta.

· Encontrado na maioria das dicotiledôneas e gimnospermas.

· Câmbio vascular – tecidos condutores secundários.

· Felogênio – periderme (súber + felogênio + feloderma).



Meristemas Apicais



1) Meristema Apical de Caule



- região de iniciação e organização primária do caule, onde ocorre o processo de crescimento

- produz primórdios foliares e primórdios de gemas

- ausência de estrutura protetora

- comumente circundado por folhas jovens - proteção

- localizado no pólo distal

- organização túnica-corpo – distinção pelos planos de divisão

Divisão anticlinal – perpendicular

Divisão periclinal– paralela





2) Meristema Apical de Raiz



- arranjo de células em fileiras longitudinais

- presença de coifa – proteção

Meristemas Intercalares



- derivado do meristema apical, permanecendo cercado por células diferenciadas

- localiza-se na base dos entrenós e folhas

- menor grau de diferenciação celular

- desaparecem posteriormente



Meristemas Laterais



- promove o crescimento em espessura

- divisão preferencial – periclinal



1) câmbio vascular

- tecidos vasculares secundários

2) felogênio

- periderme (súber ou felema + felogênio + feloderme)





Crescimento primário – envolve a extensão do corpo da planta e a formação dos tecidos primários.

Crescimento secundário – envolve o crescimento em espessura da planta.





* Meristema de cicatrização – meristema secundário (desdiferenciação)

formado quando ocorre lesão



* Meristema de abscisão - base do pecíolo

"Identificados genes-chave para produção hormonal nas plantas"

Pesquisadores da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA) já identificaram um pequeno grupo de genes responsáveis por "dizer" às plantas onde e como produzir um hormônio fundamental para o seu desenvolvimento. Tais conclusões ajudam a entender as maneiras pelas quais a produção hormonal nas plantas afeta tanto o crescimento quanto a capacidade de uma planta se adaptar à mudança ambiental. Dr. José Alonso, professor assistente de Genética, e uma equipe de geneticistas e botânicos do Estado da Carolina do Norte, da Alemanha e da República Checa conduziram as pesquisas. Os resultados foram publicados na revista Cell.

O crescimento e o desenvolvimento das plantas são regulados por um pequeno número de hormônios que as plantas combinam de várias formas, para que possam se adaptar e resistir às mudanças das condições ambientais. A auxina e o etileno são dois dos mais importantes reguladores destes hormônios do crescimento.

Os cientistas haviam estabelecido previamente que plantas respondem diferentemente ao etileno, dependendo do tipo de tecido vegetal em que é aplicado, da fase de desenvolvimento da planta e das condições externas do ambiente. Eles também sabiam que a presença de auxina, outro regulador do crescimento, serve, muitas vezes, como um "gatilho" para a planta produzir mais etileno, mas tinham dúvidas sobre as maneiras que auxina foi sintetizada. "A auxina controla quase todos os processos em uma planta", diz Alonso, "e por isso é muito importante para compreender como e porque ela é produzida dentro da planta".

Para descobrir mais sobre como a produção da auxina é acionada, a equipe do Estado de Carolina do Norte identificou uma estirpe modificada de Arabidopsis, que tem um sistema radicular insensível ao efeito inibitório de crescimento pelo etileno. Quando a equipe analisou o genoma desta estirpe, descobriram que a falta de resposta ao etileno se devia a mudanças em um gene chamado TAA1. Este gene produz uma proteína necessária para a síntese de auxina. Em uma planta normal, o gene TAA1 reconhece a presença de etileno como um sinal para fazer proteínas que, por sua vez, sintetizam auxina, que controla o crescimento.

Os pesquisadores descobriram que, se o gene TAA1 e dois outros genes relacionados forem nocauteados, a planta terá 50% menos auxina que o normal. O estudo foi o primeiro a estabelecer relação entre uma determinada família de genes, de resposta específica do etileno e produção de auxina nas plantas.

"Se nós queremos fazer uso inteligente da biotecnologia nas plantas, produzi-las de modo que amadureçam em uma determinada taxa ou de modo que sejam bem adaptadas a ambientes particulares, precisamos compreender mais sobre a interação entre esses hormônios", disse Alonso.