Arte Real

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sábado, 27 de setembro de 2008

mundo das mulheres









































































































































catarina de erauso





























A história de Catalina de Erauso, La historia de la monja alférez escrita por ella misma / Catalina de Erauso narra suas aventuras como homem, sua confissão de ser mulher e virgem, a pensão que recebia do Rei e, inclusive, a legitimação dada pelo Papa para se vestir como homem. A autora examina o texto pela contribuição e resistência à construção de gênero na Espanha e nas colônias das Américas durante os primeiros anos do século XVII. As viagens transatlânticas abrem um espaço no qual a figura de Catalina de Erauso transita de uma categoria de gênero a outra.







Poderia uma rapariga nascida na Espanha do século XVII tornar-se outra coisa excepto aquilo que dela se esperava? Poderia ela alguma vez transformar-se num homem? Uma mulher extraordinária podia, e fê-lo.
Catalina é a história verdadeira de Catalina de Erauso, nascida em San Sebastián num glorioso dia de sol e chuva. O seu irmão Miguel, dez anos mais velho do que ela, e ferozmente adorado por Catalina, é enviado para o Novo Mundo para cuidar do futuro da família. Quando Miguel se separa da família e parte para as minas de prata de Potosí, a cidade mais rica da América do Sul, Catalina tem apenas um desejo: ir ter com ele.
Enquanto rapariga, ela é separada para sempre do irmão. Enquanto rapariga, é obrigada a aceitar passivamente o seu destino… mas decide recusá-lo. Inicia a sua obsessiva procura de um futuro melhor simulando possuir uma devoção religiosa, para dessa forma beneficiar de uma educação melhor como freira. E depois, certo dia, abandona o convento. Corta o cabelo, veste roupas de homem, torna a sua voz mais profunda, e transforma-se em Francisco. E a sua nova identidade, criada com determinação, torna-se de tal forma interiorizada que ela não apenas convence todos os que a cercam – incluindo os seus amantes – como até eventualmente se convence a si própria. A trajectória da sua vida leva-a de San Sebastián até à Nova Espanha, até ao Chile e ao Peru, e constitui a empolgante e extraordinária narrativa verdadeira de uma busca desesperada do seu verdadeiro ser.














en espanhol:







Nació en San Sebastián en 1592, hija de una familia distinguida que la ingresó a los cuatro años de edad en un convento de monjas de clausura. Con un amor casi salvaje a la libertad, que nunca perdería a lo largo de toda su vida, el 18 de mayo de 1607, con quince años, escala la tapia del convento y se escapa al bosque. Según su propio relato, vaga por él durante tres días, mientras sobrevive a base de frutas y raíces, hasta que logra robar ropas de hombre y, disfrazada como tal, refugiarse en Vitoria. Durante varios años, siempre como hombre, recorre buena parte de España y realiza diferentes oficios para sobrevivir, hasta que finalmente se embarca como grumete en un barco rumbo a las Américas. Al llegar a tierra deserta –y tras desempeñar varios oficios serviles (dependiente en una tienda y administrador de un rico comerciante, entre otros)– entra a servir al rey como soldado, ocupación en la que llega a distinguirse en las guerras contra los araucanos y obtiene, finalmente, el grado de alférez. De carácter altivo y poco sociable, sostiene numerosos duelos y pendencias, y por culpa de uno de ellos es condenada a muerte en La Paz, aunque huye del presidio al robar la sagrada forma con que le iban a dar la última comunión. Tras varias andanzas más, resulta herida en un duelo y, al infectarse la llaga y creer que va a perder la vida, hace llamar a un obispo y se confiesa a él y le revela su verdadero sexo. Otros dicen que la confesión al obispo la realiza para salvar la vida, buscada como estaba por la Justicia. Sea como fuere, revelada su condición de mujer y sobreviviendo de este lance como ha sobrevivido a mil más, vuelve a España el 1 de noviembre de 1624. Como mujer (y monja) que ha vestido de hombre muchos creen que el Santo Oficio hará con ella una bonita hoguera. Sin embargo, el rey Felipe IV tiene sus hazañas como cosas de gran prodigio y le concede una pensión de 800 ducados en agosto de 1625. Luego es recibida en audiencia por el papa Urbano VIII, que le concede la dispensa de vestir de hombre. Reside algún tiempo en Nápoles y Madrid, para finalmente embarcar nuevamente hacia América. Su pista se pierde en 1635, cuando desembarca en el puerto de Veracruz. Poco más se sabe de ella, aunque se cree que murió en 1656.
Su vida resulta difícil de creer, pero tenemos pruebas documentales de que no es un personaje de ficción: el cuadro que le hizo Pacheco, el suegro de Velásquez, en 1630 (y que se encuentra en la Galería Shepeler, de Aquisgrán, por si tienen curiosidad) y “El memorial de los méritos y servicios del alférez Erauso”, redactado a instancias de la propia Catalina, que se encuentra en el Archivo General de las Indias.







FEMINISMO

Feminismo é um movimento sócio-político que luta pela igualdade das mulheres em relação aos homens. Já foi definido como uma ideologia que objectiva a igualdade - ou o que seria mais preciso - a igualdade entre os sexos. Contudo, há autoras feministas que procuraram demonstrar como a própria concepção de sexo biológico advém de uma compreensão simbólica do mundo que é orientada pela concepção de gênero. Outros estudiosos definem o feminismo como um conjunto de idéias políticas, filosóficas e sociais que procuram promover os direitos e interesses das mulheres na sociedade civil. No entanto, os feminismos, em suas múltiplas formas (como veremos a seguir), estão relacionados a desejos, políticas e interesses de outros grupos civis, não somente de mulheres.
Autoras e autores como Joan Roughgarden (Departamento de Ciências Biológicas da Universidade de Stanford) , Anne Fausto-Sterling (Departmento de Biologia Celular e Molecular da Universidade Brown) e Thomas Laqueur (Departmento de História da Universidade de Berkeley), procuraram observar a suposta justificativa biológica da divisão binária entre os sexos para compreender os pressupostos que sustentariam tal divisão binária fêmea/macho, e subseqüente heterossexualidade, e concluíram, cada qual à sua maneira, que não há uma materialidade anterior ao pensamento humano que justifique a divisão binária entre os sexos, mas que essa divisão existe como modo de pensar e dar sentido à experiência.
Dessa forma, compreende-se que a divisão entre os sexos é uma forma cultural, histórica e, portanto, situacional de dar sentido ao mundo
Na Grécia Antiga o papel das mulheres era restrito à manutenção do lar e ao cuidado para com os filhos[carece de fontes?]. Somente os homens tinham acesso as atividades públicas como a filosofia, a política e a arte[carece de fontes?]; a mulher servia de suporte à vida do homem[carece de fontes?]. No Império Romano a discriminação era semelhante, e a legislação garantia ao homem, através da instituição do paterfamilias, poder absoluto sobre a mulher, filhos e escravos[carece de fontes?].
Na Gália, na Germânia em alguns povos da América pré-colombiana (como os iroqueses e os hurons) possuíam uma organização que não atribuia diferenças hierárquicas em função das diferenças de sexo. Nas últimas duas, inexistia uma distinção entre economia doméstica e economia social, as tarefas eram divididas independentemente do sexo da pessoa.
Durante a Idade Média as mulheres tinham acesso à grande parte das profissões, assim como o direito à propriedade. Também era comum assumirem a chefia da família quando se tornavam viúvas. Há também registros de mulheres que estudaram nas universidades da época, porém em número muito inferior aos homens.
A escritora francesa Christine de Pizan (1364 - 1430), autora do livro "A Cidade das Mulheres" onde defende que há igualdade por natureza entre os sexos, pode ser considerada uma das primeiras feministas por apresentar um discurso em favor da igualdade entre os sexos. Defendendo, por exemplo, uma educação idêntica à meninas e meninos.
Com a desestruturação do modo de produção feudal e o início do Renascimento, marcado pelo mercantilismo, formação dos Estados Nacionais e retomada do Direito romano, surgem uma série de retrocessos na condição da mulher na sociedade ocidental. As mulheres praticamente deixam de frequentar as universidades, têm restringido grande parte de seus direitos civis (como o direito à propriedade e heranças). O universo do trabalho também se fecha às mulheres, estas passam a transitar num restrito número de profissões, justamente num momento em que o trabalho passa a ter valor enquanto status social. Como símbolo maior desse período de retrocessos está a caça às bruxas iniciada pela igreja no século XV.
O feminismo, enquanto um movimento e uma filosofia, tem origem na Europa Ocidental a partir do século XVIII. Para alguns, este tipo de perspectiva só seria possível após o fenômeno do iluminismo com pensadoras como Mary Wortley Montagu e a Marquesa de Condorcet, lutadoras da educação feminina. A primeira sociedade científica para mulheres foi fundada em Middelburgo, uma cidade ao sul dos Países Baixos, em 1785.
É a partir das grandes revoluções que o feminismo incorpora um cunho reivindicatório e, unindo-se a alguns Partidos, ganha força de expressão. Com a expansão do capitalismo e a Revolução Francesa surgem os partidos de esquerda onde as mulheres encontram espaço para as suas manifestações. Os partidos precisavam de mais colaboradores e as mulheres precisavam de um espaço para manifestar as suas reivindicações, como por exemplo, o direito ao voto. Os movimentos feministas passaram a ficar intimamente ligados aos movimentos políticos. Buscando ampliar as idéias liberais, as feministas defendiam que os direitos conquistados pelas revoluções deveriam se estender a ambos os sexos, por serem os direitos naturais de mulheres e homens iguais. Como resultado da participação das mulheres na Revolução Francesa, registra-se, por exemplo, a instauração do casamento civil e a legislação do divórcio.
O livro "Em defesa dos direitos da mulher", de Mary Wollstonecraft, é um dos poucos trabalhos escritos antes do século XIX que podem ser classificados como feminista. Pelos padrões modernos, a sua metáfora das mulheres como sendo a nobreza, a elite da sociedade e em perigo de preguiça intelectual e moral, não soa como um argumento feminista. Wollstonecraft acreditou que ambos os sexos contribuíam para a degradação da mulher e tomou como uma verdade que as mulheres tinham um poder considerável sobre os homens.
No século XIX, no contexto da Revolução Industrial, o número de mulheres empregadas aumenta significativamente. Sem com isso diminuir a diferença salarial entre os sexos, que tinha como justificativa o pressuposto de que as mulheres teriam quem as sustentasse. Nesse período a análise socialista ganha forma. No contexto desta visão, a situação da mulher aparece como parte das relações de exploração na sociedade de classes. Assim, o movimento feminista se fortifica como um aliado do movimento operário. Como movimento organizado, data da primeira convenção dos direitos da mulher em Seneca Falls, Nova Iorque em 1848.
Nísia Floresta Augusta foi uma das principais personalidades que introduziram o feminismo no Brasil. Natural do Rio Grande do Norte, ela atuou como educadora, jornalista, tradutora, escritora e poetisa. Augusta residiu no nordeste e sul do país mas também passou boa parte de sua vida na Europa (principalmente na França, mas também na Alemanha e Itália).
Em 1893 a Nova Zelândia foi primeiro país a conceder o direito de voto às mulheres. Em 1918, a Alemanha e o Reino Unido permitem o voto feminino, que só chegaria à França, à Itália e ao Japão em 1945.
Nas décadas de 1930 e 1940, as reinvindicações do movimento haviam sido formalmente conquistadas na maior parte dos países ocidentais (direito ao voto e escolarização e acesso ao mercado de trabalho). A possibilidade da mulher trabalhar ganhou força principalmente no contexto das duas grandes guerras, com grande parte dos homens envolvidos com a guerra as mulheres ocuparam os postos de trabalho vagos. Ao fim de ambas as guerras surgiram campanhas para desvalorizar o trabalho feminino, mostrando que os avanços conseguidos estavam ainda restritos ao âmbito legislativo.
Já na década de 1960, o movimento, influenciado por publicações como O Segundo Sexo (1949) de Simone de Beauvoir, passa a defender que a hierarquia entre os sexos não é uma fatalidade biológica e sim uma construção social. Para além da luta pela igualdade de direitos, incorpora o questionamento das raízes culturais das desigualdades.
Efeitos do feminismo no Ocidente
O feminismo foi responsável por várias mudanças nas sociedades ocidentais como:
o direito ao voto (para as mulheres)
crescimento das oportunidades de trabalho para mulheres e salários mais próximos aos dos homens, muito longe ainda de oportunidades e promoções equiparadas
direito ao divórcio
controle sobre o próprio corpo em questões de saúde, inclusive quanto ao uso de preservativos e ao aborto.
Algumas feministas dizem que muito falta a ser conquista nessas frentes, e as feministas do terceiro mundo muito provavelmente não tomariam essas conquistas por reais. A medida que a sociedade ocidental aceita os princípios feministas, exigências que antes pareciam absurdas se tornam convencionais e inquestionáveis: hoje em dia poucas pessoas questionariam o direito ao voto ou à propriedade de terras para mulheres, direitos que pareciam insensatos há 100 anos.
Em alguns casos (notadamente em relação aos salários iguais pela mesma função), apesar dos avanços, o movimento feminista ainda precisa batalhar para alcançar os objetivos completos. Os homens recebem salários maiores de mulheres na mesma função.
Em países Ocidentais, e já há vários , onde as mulheres ganham mais que os Homens. No entanto, as mulheres tendem a não apostar na carreira, por opção própria, e muitos homens também se queixam que tem menos "desculpas" para faltar ao emprego para cuidar dos filhos, para licenças de paternidade, para ir à escola, etc. Feitas as contas aos salários à hora, as mulheres trabalham muito menos horas em países desenvolvidos, e ganham mais, e têm mais direitos. Várias feministas, têm lutado pois não conseguem de facto apoios dos maridos, pois eles não podem, acabando por ser eles os prejudicados em trabalhos. Em países como a Suécia, Noruega, e outros, tem-se dado licenças de paternidade iguais, Guarda Conjunta, e outros, pois homens e mulheres, e até sindicatos, viram que havia discrinação contra os homens, que prejudicava todos.
Feministas propõe frequentemente o uso de uma linguagem não sexista, que utiliza, por exemplo, "senhorita" tanto para mulheres casadas como para mulheres solteiras. Também procuram criticar o uso de palavras que derivam do género masculino para descrever coisas relativas tanto à mulher quanto ao homem (por exemplo, homem para designar o ser humano; ou o uso de pronomes masculinos no plural, quando em referência a grupo de homens e mulheres — eles). Isso pode ser visto como uma tentativa de eliminar o sexismo de algumas línguas, pois algumas feministas acreditam que a linguagem afeta diretamente a percepção da realidade (veja hipótese de Sapir-Whorf). Existem línguas que possuem pronomes masculinos, femininos e neutros; nos locais onde a língua não impõe uma preferência por género, a discussão sobre linguagem sexista tende a ser minimizada. Mas uma vez que o idioma inglês (que é sexista) se torna a cada dia uma língua universal, o debate sobre linguagem sexista adquire importância.]
[editar] Efeitos na educação moral
Aqueles que se opõe ao feminismo dizem que a busca da mulher por poder externo, aparente, em oposição à força interior no sentido de afetar a ética e os valores de outras pessoas, deixou um vácuo na área da educação moral, área em que tradicionalmente a mulher tinha influência. Algumas feministas argumentam que a educação, incluindo a educação moral, não devem ser encarada como responsabilidade exclusiva da mulher. Paradoxalmente, alguns dizem que a educação dada em casa pelas mães é uma maneira de agir feminista. Esses argumentos são muito discutidos, no que tange a responsabilidade do ensino de valores sociais e compaixão para as crianças.

---- Efeitos nas relações heterossexuais
O feminismo certamente teve efeitos nas relações heterossexuais, no Ocidente e em outros locais onde se fez presente.
Em alguns relacionamentos, houve uma mudança sensível na relação entre o homem e a mulher. Ambos tiveram de se adaptar a novas situações. Em alguns momentos específicos como na primeira e na segunda guerra mundial foi necessária a presença da mulher na esfera do trabalho, mas ainda por necessidades econômicas daquele contexto, posteriormente a mulher passa a absorver de maneira mais homogênea as necessidades do mercado de trabalho, mulheres de classe média também passam a ocupar essa esfera.
A mulher é sobrecarregada pela tripla jornada de trabalho: o trabalho doméstico, o trabalho formal e remunerado e o papel de cuidar dos filhos. Essa nova condição coloca para os relacionamentos tradicionais entre homens e mulheres um questionamento quanto a divisão de funções entre ambos: já que a mulher ocupa também o lugar de provedora, quem cuida dos filhos? quem faz o trabalho doméstico? Logo, a luta das mulheres por creche, como direito de toda criança a ser garantido pelo estado, faz parte também da luta feminista.
Em países mais patriarcalistas como o Brasil, ainda que as mulheres tenham somado as atividades da casa e trabalho, há ainda muita dificuldade em se estabelecer uma relação de igualdade no que diz respeito a divisão de tarefas domésticas, inclusive por conta do enraízamento cultural de papéis masculinos e femininos cristalizados.
Outra reivindicação do feminismo é a licença paternidade com o mesmo tempo para o homem e para mulher, ainda que, a exceção, em alguns países isso já ocorra[carece de fontes?], não é um direito garantido em todos os países.
Quanto ao comportamento sexual, as mulheres passaram a ter mais controle sobre seus corpos, e passaram a vivenciar o sexo com mais liberdade do que antes lhes era permitido. A consequência dessa revolução sexual é vista como positiva, uma vez que homens e mulheres passaram a poder ter experiências sexuais mais livres e compartilhadas. Entretanto algumas feministas argumentam que a revolução sexual foi benéfica apenas para os homens, uma vez que ainda se mantém valores diferentes para o que fazem homens e mulheres na vida sexual.
Alguns outros elementos abalaram a estrutura tradicional de família: a possibilidade do divórcio, o avanço da tecnologia que criou condições para a mulher se reproduzir sem que dependa de um parceiro, e as novas possibilidades de relacionamento, vem colocando em questão a estrutura patriarcal de família.[
----------- Efeitos na religião
O feminismo teve grande efeitos em variados aspectos da religião. Nas correntes liberais do protestantismo, a mulher agora pode ser ordenada clériga, e em algumas correntes do judaísmo a mulher pode ser ordenada rabina e cantor . Nesses grupos cristãos e judaicos a mulher adquiriu certa igualdade perante o homem, na capacidade de obter posições de poder. Essas mudanças enfretam resistência na igreja católica e no Islão. Toda a tradição do Islão proíbe as mulheres muçulmanas de ocupar posições religiosas e de estudo da religião. Movimentos liberais dentro do islamismo procuram trazer reformas ao Islão que permitam, por exemplo, a participação mais efetiva das mulheres.
Na Igreja Católica o Santo Padre João Paulo II escreveu a Encíclica Da Dignidade da Mulher, onde fala sobre o papel fundamental das mulheres na história do Cristianismo. As religiosas católicas não fazem parte da hierarquia da Igreja, a qual possui três graus que são: os diáconos, os padres e os bispos. Segundo a referida encíclica há papéis femininos e masculinos na Igreja, uma divisão de tarefas. As mulheres religiosas são consagradas a Deus, a diferença entre os dois papéis está na função sacerdotal ministerial, que é destinada apenas aos homens. E prosseguindo, o Santo Padre afirma que o paraíso não é destinado aos ministros, mas antes aos santos, homens ou mulheres.
O Budismo também passou a autorizar mulheres e tem um caso na Europa, mas é tudo ainda muito incipiente.
O feminismo também foi importante no desenvolvimento de novas formas de religião. Especialmente as religiões neopagãs , que enfatizam a importância de uma deusa ou divindade feminina além da masculina, e questionam a sujeição da mulher nas religiões tradicionais. Certo ramo da Wicca -A Religião da Bruxaria Pagã-conhecido como Wicca Diânica tem sua origem no feminismo. Próximo a Wicca, há o feminismo mágico, corrente que argumenta quanto a incompreensão dos homens para com aquilo que chamam de bruxas, ou seja, mulheres com conhecimento científico ou médico superior. A auto-identificação como bruxas revela a posição dessas feministas em recuperar conhecimentos perdidos em razão da perseguição e eliminação das bruxas no passado.
O feminismo também discute o papel das mulheres na mitologia das religiões tradicionais. Especialmente no caso de Maria, é discutida a contradição de se acreditar que foi mãe e virgem, o que levaria muitas mulheres a aspirar um ideal impossível, e portanto teria consequências negativas em relação à sexualidade feminina.
-------- Críticas ao feminismo
O movimento social de mulheres, andando de mãos dadas com o feminismo conseguiu uma série de avanços na sociedade ocidental. O sufrágio universal, proteção legal para trabalhadoras gestantes, criação de delegacias específicas para mulheres, abolição de algumas leis misóginas, etc.
Mas, como todo movimento de mudança social, o movimento de mulheres recebeu algumas reações contrárias. É complicado falar em críticas ao feminismo, porque é complicado falar em feminismo, tendo em vista que são várias correntes de pensamento e não apenas uma. Porém existem algumas críticas ao "feminismo em geral" ou a idéia que se tem do que seja o feminismo.
Alguns críticos (tanto homens quanto mulheres) pensam que as feministas estão efectivamente pregando o ódio contra os homens, ou tentando mostrar a inferioridade do homem; argumentam que se as palavras "homem" e "mulher" forem substituídas por "negro" e "branco", os textos feministas podem se transformar naturalmente em manifestos racistas. Essas são críticas que cabem se aplicadas a pensadoras como Valerie Solanas -que propõe a eliminação masculina em seu SCUM Manifesto- mas que não cabem se aplicadas indiscriminadamente a qualquer pensamento feminista. Na verdade, parecem aquelas críticas do começo do século XIX que viam as sufragettes como odiadoras-de-homens, é uma crítica que reduz as sutilezas e questionamentos profundos de como funcionam as relações opressoras de gênero a um simples não-gostar.
Outros críticos dizem que, por conta do feminismo, os homens começam a ser oprimidos; a crítica diz que em países como os EUA a taxa de suicídios entre homens tem crescido bastante desde a década de 70, sendo maior do que a taxa entre a população feminina, e tenta concluir com isso que os homens estão se matando mais devido a uma contra-opressão por parte das mulheres. As feministas se defendem afirmando que não há relação causal necessária entre o feminismo e o aumento do suicídio masculino.
Alguns grupos conservadores vêem o feminismo como elemento de destruição dos papéis tradicionais dos géneros e dos valores da família nuclear, nomeadamente quando o pai e a mãe são trabalhadores bem sucedidos e ocupados, não sobrando ninguém para cuidar bem das crianças. As feministas geralmente respondem que os papéis tradicionais de género servem para silenciar e oprimir a mulher e que a família nuclear é a semente da sociedade patriarcal.
Outra crítica é de que a justiça, a partir da intervenção feminista, tem privilegiado mulheres em disputas legais do tipo custódia das crianças em caso de divórcio, ou em casos de assédio sexual aonde seria quase que impossível para um acusado provar-se inocente. Outras críticas estão ligadas a questão de acção afirmativa.
Mais algumas críticas, e essas são mais interessantes, são voltadas a tipos específicos de feminismo:
Feministas pós-coloniais criticam as formas ocidentais de feminismo, notadamente o feminismo radical e sua tentativa de universalizar a experiência de ser mulher. As pós-coloniais argumentam que o conceito generalizado e global de que é ser mulher geralmente é baseado em padrões de classe média e de mulheres brancas, e logo não é capaz de lidar com experiências de mulheres para as quais o preconceito de género é apenas secundário ou terciário, em relação ao preconceito racial e de classe social.
------------O feminismo hoje

Mulheres em fila para votar no Bangladesh.
Muitas feministas acreditam que a discriminação contra mulheres ainda existe tanto em países subdesenvolvidos quanto em países desenvolvidos. O quanto de discriminação e a dimensão do problema são questões abertas.
Existem muitas idéias no movimento a respeito da severidade dos problemas atuais, sua essência e como enfrentá-los. Em posições extremas encontram-se certas feministas radicais que argumentam que o mundo poderia ser muito melhor se houvessem poucos homens. Algumas feministas afastam-se das correntes principais do movimento, como Camille Paglia; se afirmam feministas mas acusam o feminismo de ser, por vezes, uma forma de preconceito contra o homem. (Há um grande número de feministas que questiona o rótulo "feminista", aplicado a essas dissidentes.)
Muitas feministas, no entanto, também questionam o uso da palavra "feminismo" para se referir a atitudes que propagam a violência contra qualquer género ou para grupos que não reconhecem uma igualdade entre os sexos. Algumas feministas dizem que o feminismo pode ser apenas uma visão da "mulher como povo". Posições que se baseiam na separação dos sexos são consideradas, para esses grupos, sexistas ao invés de feministas.
Há feministas que fazem questão de assumir diferenças entre os sexos — ao contrário da corrente principal que sugere que homem e mulher são iguais. A ciência moderna não tem um parecer claro sobre a extensão das diferenças entre homem e mulher, além dos aspectos físicos (anatómicos, genéticos, hormonais). Essas feministas sustentam que, embora os sexos sejam diferentes, nenhuma diferença deve servir de base à discriminação.
O debate sobre questões feministas no Ocidente não deve, no entanto, distrair o movimento feminista de seu principal objectivo no século XXI: promover maiores direitos para as mulheres nas sociedades do Oriente.

fotos do LHC[ACELERADOR DE PARTICULAS]











LHC e o suposto fim do mundo

a grande novidade que vem animando físicos do mundo inteiro é que este ano entrará em funcionamento o mais poderoso acelerador de partículas do mundo. Os aceleradores de partículas não são novidade, mas muitos só descobriram agora que tais máquinas existem. Infelizmente a mídia não se preocupa muito em divulgar ciência de verdade, nas últimas semanas as manchetes dos jornais estavam mais preocupadas em focar as “personalidades” ou “heróis” de um certo e famigerado Reality Show.
Fora isso, a primeira notícia que leio no ano sobre o acelerador vem permeada de “prenúncios apocalípticos”, algo como “o fim do mundo está chegando”, “cientistas vão criar buraco negro que pode destruir nosso planeta”. É fantástico como certos jornais gostam de publicar matérias deste tipo, que servem apenas para discriminar a ciência e fazer proliferar as paranóias supersticiosas, informar que é bom, nem pensar.
A sigla usada para identificar a máquina é LHC que significa Large Hadron Collider (Grande Colisor de Hádrons). Os hadróns do nome correspondem às partículas que possuem força nuclear forte, essa é a força que mantém prótons e nêutrons ligados, já a força nuclear fraca permite por exemplo que elétrons não permaneçam ligados a estrutura atômica. O mecanismo de funcionamento dos aceleradores é semelhante ao de sinais de rádio que chegam até nossas antenas. Essas ondas carregam elétrons que por sua vez geram um campo magnético, também chamado de campo eletromagnético. Quando atingem as antenas elas fazem movimentar os elétrons dos átomos das mesmas, que chegam até os aparelhos onde são decodificados e transformados em som e imagem. O mesmo acontece nos aceleradores, a diferença está no poder das ondas de rádio que são emitidas.
O LHC foi construído onde já existia um acelerador desde 1989, o LEP, que é um acelerador de léptons e pósitrons. Imagine um túnel a aproximadamente 100 metros abaixo do solo e que descreve uma circunferência de 27 quilômetros, cabe uma cidade dentro desse território. Esse é o espaço compreendido pelo LEP e que agora abarca também o LHC. Só que diferente do LEP, o LHC vai tentar reproduzir os presumíveis fenômenos desencadeados após o Big Bang. Isso será possível porque o acelerador conseguirá fazer com que partículas de prótons e antiprótons choquem-se a uma velocidade de aproximadamente 300.000 km por segundo. Com a colisão das partículas acontece a fragmentação das mesmas e a liberação de uma grande quantidade de energia. O que os cientistas pretendem ver são justamente as partículas que resultam dessa colisão, partículas que não existem mais em nosso universo mas que existiram nos instantes iniciais após o Big Bang.
Essas partículas que os cientistas procuram comprovar a existência são chamadas de partículas fundamentais, dentre elas existe o chamado bóson de Higgs, que também recebe o nome de “partícula de Deus”. Sua existência pode levar a física para mais perto de uma teoria unificada. Será possível também comprovar se no início existia apenas um tipo de força em lugar das quatro atuais que são a força gravitacional, força eletromagnética, a nuclear forte e nuclear fraca.
Alguém pode por fim perguntar para que serve tudo isso. E é uma pergunta muito justa. Na prática o LHC não terá serventia nenhuma, a máquina servirá a ciência pela ciência, é um equipamento de pesquisa, mas um equipamento bem caro, nada comparado ao que se gasta com tubos de ensaio. Mas se olharmos para o que se perde em dinheiro investido com armamento bélico por potências como os EUA, o valor do LHC é irrisório. E o alardear de que existem necessidades mais urgentes, como a fome nos vários cantos do mundo ou crises financeiras deste ou daquele país, não passa de abordagem pra lá de ingênua. O dinheiro investido em pesquisa científica não desmorona a economia de grandes nações que ainda poderão ajudar os necessitados, se as nações não ajudam é simplesmente porque não se interessam por isso. Se é preciso protestar (e acho que é), o caminho não é atacando a ciência, mas assumindo uma postura política mais atuante e lúcida, e saber questionar essas ideologias que fingem não ver os problemas sociais.
Não se esqueçam de que na história da ciência, justamente de onde não se esperava grande coisa, foi que surgiram as maravilhas que hoje ninguém mais consegue viver sem. Descobertas que vão da penicilina ao micro-ondas, do telégrafo ao computador pessoal. As pesquisas no LHC por exemplo, podem (quem sabe) revelar uma forma fácil de produzir anti-matéria em grandes quantidades e de forma contínua e barata, se isso acontecer o problema de energia na Terra estará resolvido.
Aí outra pessoa pode levantar a questão de que seja possível também descobrir uma nova “arma nuclear”, sim, também é possível, mas esse é um risco necessário, o bom e o mau uso da ciência estão no campo da ética. A mesma pedra lascada usada para a caça como meio de sobrevivência foi também usada para suplantar tribos rivais, isso é da natureza do homem, e para supera-la somente se dedicando a filosofia da moral, eis aí uma necessidade mais do que urgente, e que não custa caro, basta querer fazer.
Quanto ao fim do mundo, sinceramente acho que é uma questão com a qual ninguém tem que se preocupar. Se o LHC for de grande valia para a humanidade, ótimo, todos saem ganhando. Mas se o LHC for realmente a máquina do fim do mundo, então fica aqui o sábio conselho do poeta romano Horácio “Carpe diem quam minimum credula postero”, que significa “aproveite o dia, e confie o mínimo no amanhã”.

acelerador de particulas.


Acelerador de partículas pode produzir buracos negros




O LHC é o maior acelerador de partículas já construído e entrará em operação em maio. Uma das coisas interessantes que ele deverá produzir são micro buracos negros. A foto que dá uma idéia do gigantismo do colisor.

LHC é a sigla para Large Hadron Collider (Grande Colisor de Hádrons) e está localizado na fronteira entre Suíça e França. O acelerador é de propriedade do CERN.

Dimensão
O LHC é composto de um anel com 27Km de extensão (8,6Km de diâmetro) e está enterrado no solo a uma profundidade média de 100 metros. Ele irá acelerar prótons a velocidades próximas à da luz até colidirem e destas colisões espera-se chegar a respostas sobre a origem do universo. Fiquei impressionado pela foto acima que é apenas de um dos detectores do LHC, é algo realmente gigantesco e supera tudo o que já vi em filmes de Ficção Científica na sua grandiosidade e complexidade. Clique na foto para ver em alta resolução e se impressionar também.

O que se busca
A principal busca é pelo Bóson de Higgs, uma partícula que pelo modelo padrão da física deve ser a responsável pela massa de toda a matéria que existe no universo (e por conseguinte a gravidade). Esta partícula é tão importante que é chamada de Partícula de Deus. Micro buracos negros e monopólos magnéticos também estão entre o que se espera produzir por lá.