






A história de Catalina de Erauso, La historia de la monja alférez escrita por ella misma / Catalina de Erauso narra suas aventuras como homem, sua confissão de ser mulher e virgem, a pensão que recebia do Rei e, inclusive, a legitimação dada pelo Papa para se vestir como homem. A autora examina o texto pela contribuição e resistência à construção de gênero na Espanha e nas colônias das Américas durante os primeiros anos do século XVII. As viagens transatlânticas abrem um espaço no qual a figura de Catalina de Erauso transita de uma categoria de gênero a outra.
Poderia uma rapariga nascida na Espanha do século XVII tornar-se outra coisa excepto aquilo que dela se esperava? Poderia ela alguma vez transformar-se num homem? Uma mulher extraordinária podia, e fê-lo.
Catalina é a história verdadeira de Catalina de Erauso, nascida em San Sebastián num glorioso dia de sol e chuva. O seu irmão Miguel, dez anos mais velho do que ela, e ferozmente adorado por Catalina, é enviado para o Novo Mundo para cuidar do futuro da família. Quando Miguel se separa da família e parte para as minas de prata de Potosí, a cidade mais rica da América do Sul, Catalina tem apenas um desejo: ir ter com ele.
Enquanto rapariga, ela é separada para sempre do irmão. Enquanto rapariga, é obrigada a aceitar passivamente o seu destino… mas decide recusá-lo. Inicia a sua obsessiva procura de um futuro melhor simulando possuir uma devoção religiosa, para dessa forma beneficiar de uma educação melhor como freira. E depois, certo dia, abandona o convento. Corta o cabelo, veste roupas de homem, torna a sua voz mais profunda, e transforma-se em Francisco. E a sua nova identidade, criada com determinação, torna-se de tal forma interiorizada que ela não apenas convence todos os que a cercam – incluindo os seus amantes – como até eventualmente se convence a si própria. A trajectória da sua vida leva-a de San Sebastián até à Nova Espanha, até ao Chile e ao Peru, e constitui a empolgante e extraordinária narrativa verdadeira de uma busca desesperada do seu verdadeiro ser.
Catalina é a história verdadeira de Catalina de Erauso, nascida em San Sebastián num glorioso dia de sol e chuva. O seu irmão Miguel, dez anos mais velho do que ela, e ferozmente adorado por Catalina, é enviado para o Novo Mundo para cuidar do futuro da família. Quando Miguel se separa da família e parte para as minas de prata de Potosí, a cidade mais rica da América do Sul, Catalina tem apenas um desejo: ir ter com ele.
Enquanto rapariga, ela é separada para sempre do irmão. Enquanto rapariga, é obrigada a aceitar passivamente o seu destino… mas decide recusá-lo. Inicia a sua obsessiva procura de um futuro melhor simulando possuir uma devoção religiosa, para dessa forma beneficiar de uma educação melhor como freira. E depois, certo dia, abandona o convento. Corta o cabelo, veste roupas de homem, torna a sua voz mais profunda, e transforma-se em Francisco. E a sua nova identidade, criada com determinação, torna-se de tal forma interiorizada que ela não apenas convence todos os que a cercam – incluindo os seus amantes – como até eventualmente se convence a si própria. A trajectória da sua vida leva-a de San Sebastián até à Nova Espanha, até ao Chile e ao Peru, e constitui a empolgante e extraordinária narrativa verdadeira de uma busca desesperada do seu verdadeiro ser.
en espanhol:
Nació en San Sebastián en 1592, hija de una familia distinguida que la ingresó a los cuatro años de edad en un convento de monjas de clausura. Con un amor casi salvaje a la libertad, que nunca perdería a lo largo de toda su vida, el 18 de mayo de 1607, con quince años, escala la tapia del convento y se escapa al bosque. Según su propio relato, vaga por él durante tres días, mientras sobrevive a base de frutas y raíces, hasta que logra robar ropas de hombre y, disfrazada como tal, refugiarse en Vitoria. Durante varios años, siempre como hombre, recorre buena parte de España y realiza diferentes oficios para sobrevivir, hasta que finalmente se embarca como grumete en un barco rumbo a las Américas. Al llegar a tierra deserta –y tras desempeñar varios oficios serviles (dependiente en una tienda y administrador de un rico comerciante, entre otros)– entra a servir al rey como soldado, ocupación en la que llega a distinguirse en las guerras contra los araucanos y obtiene, finalmente, el grado de alférez. De carácter altivo y poco sociable, sostiene numerosos duelos y pendencias, y por culpa de uno de ellos es condenada a muerte en La Paz, aunque huye del presidio al robar la sagrada forma con que le iban a dar la última comunión. Tras varias andanzas más, resulta herida en un duelo y, al infectarse la llaga y creer que va a perder la vida, hace llamar a un obispo y se confiesa a él y le revela su verdadero sexo. Otros dicen que la confesión al obispo la realiza para salvar la vida, buscada como estaba por la Justicia. Sea como fuere, revelada su condición de mujer y sobreviviendo de este lance como ha sobrevivido a mil más, vuelve a España el 1 de noviembre de 1624. Como mujer (y monja) que ha vestido de hombre muchos creen que el Santo Oficio hará con ella una bonita hoguera. Sin embargo, el rey Felipe IV tiene sus hazañas como cosas de gran prodigio y le concede una pensión de 800 ducados en agosto de 1625. Luego es recibida en audiencia por el papa Urbano VIII, que le concede la dispensa de vestir de hombre. Reside algún tiempo en Nápoles y Madrid, para finalmente embarcar nuevamente hacia América. Su pista se pierde en 1635, cuando desembarca en el puerto de Veracruz. Poco más se sabe de ella, aunque se cree que murió en 1656.
Su vida resulta difícil de creer, pero tenemos pruebas documentales de que no es un personaje de ficción: el cuadro que le hizo Pacheco, el suegro de Velásquez, en 1630 (y que se encuentra en la Galería Shepeler, de Aquisgrán, por si tienen curiosidad) y “El memorial de los méritos y servicios del alférez Erauso”, redactado a instancias de la propia Catalina, que se encuentra en el Archivo General de las Indias.
Su vida resulta difícil de creer, pero tenemos pruebas documentales de que no es un personaje de ficción: el cuadro que le hizo Pacheco, el suegro de Velásquez, en 1630 (y que se encuentra en la Galería Shepeler, de Aquisgrán, por si tienen curiosidad) y “El memorial de los méritos y servicios del alférez Erauso”, redactado a instancias de la propia Catalina, que se encuentra en el Archivo General de las Indias.

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