Arte Real

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domingo, 20 de julho de 2008

Cleópatra


A rainha da sedução que conquistou o coração de Alexandre, o Grande.

Cleópatra, a rainha egípcia da beleza, sensualidade que dominava a arte da conquista. Dotada de tais atributos fazia com que os homens se redessem aos seus encantos. Cleópatra e sua família eram de origem grega, a última rainha da dinastia de Ptolomeu, o general fiel de Alexandre, o Grande, que havia conquistado muitas terras, entre elas, o Egito. Com a morte de Alexandre, em 323 a.C., Ptolomeu herdou o reino egípcio, fundando a dinastia de governantes estrangeiros. Após a morte de seu pai, Ptolomeu XII, Cleópatra se casou aos 17 anos com seu irmão Ptolomeu XIII. Nessa época, o casamento entre irmãos no Egito era bastante comum. Dessa forma, assumiu o posto de rainha com os mesmos direitos de seu irmão e marido, cujo trono havia sido herdado. Mas sua felicidade de governar não durou muito, dois anos após seu casamento seu marido e irmão faleceu e quem assumiu o trono ao seu lado foi seu irmão mais novo Ptolomeu XIV. Para conseguir mais poder, foi em busca de apoio da superpotência daqueles tempos: o Império Romano. Roma tinha o costume de interferir nos assuntos internos do Egito. O pai de Cleópatra havia sido destronado em 58 a.C, por causa de uma rebelião interna, só voltou ao poder com a ajuda de Roma. Foi nesse período que o ditador romano Júlio César se apaixonou por Cleópatra, relacionamento que gerou um filho. A rainha egípcia encontrava-se fortalecida por sua relação íntima com o líder do Império Romano, ela continuou a governar ao lado de seu irmão.

Júlio César partiu para Roma, dois anos após sua partida Cleópatra foi ao seu encontro. A rainha egípcia foi recepcionada de braços abertos por seu amante que mandou construir uma estátua de ouro no Templo de Vênus em sua homenagem. Mas o romance não durou muito, pois em 44 a.C. Júlio César foi assassinado. Após a morte de seu amante, Cleópatra se viu obrigada a voltar para o Egito, já que Júlio César havia deixado em testamento o trono para o filho de sua sobrinha-neta, Otaviano. A rainha egípcia sabia que não teria mais como manter a unidade de seu reino contra a invasão dos romanos e que teria que fazer uma nova aliança para evitar um eventual ataque. Por esse motivo, optou por conquistar Marco Antônio, outro membro do Triunvirato que governava a República Romana. Na tentativa de conquistá-lo promoveu uma grande festa em sua homenagem, com belas mulheres, presentes e toda sua exuberância e sensualidade. Marco Antônio não resistiu à sensual mulher, durante um ano viveram em completa harmonia, resultando na gravidez de gêmeos, mas o romano não teve oportunidade para ver seus filhos nascerem, pois tivera que retornar a Roma, quando soube que sua esposa, Fúlvia, participava de uma conspiração contra Otaviano, o herdeiro do trono romano. Em sinal de amizade e respeito casou-se com sua irmã Otávia. Enquanto isso, Cleópatra governava o Egito. Quatro anos depois, Marco Antônio retornou ao Egito e em seu regresso, ele e Cleópatra conceberam o terceiro filho, Ptolomeu Filadelfo. Após muitas derrotas, Marco Antônio invadiu e conquistou a Armênia, voltando triunfante para Alexandria, capital do Egito. Cesarión, filho de seu romance com Alexandre, o Grande, aos 13 anos foi proclamado o “rei dos reis”, Alejandro Hélios, de 6 anos, foi nomeado o rei da Armênia; aos 6 anos Cleópatra Selena, foi nomeada a rainha de Cirenaica e Creta e Ptolomeu Filadelfo, com 2 anos de idade, foi intitulado rei da Ásia Menor.

A união de Cleópatra estava muito forte e ameaçava o reinado de Otaviano, por isso o mesmo declarou ao senado romano que Marco Antônio era um traidor e que o divórcio dele com sua irmã era uma ofensa. No final de 32 a.C., Otávio declarou guerra à Cleópatra e ao Egito. Marco Antônio atuou na defesa de Cleópatra e do Egito. Os soldados romanos foram derrotando o exército de Marco Antônio, capturando os fortes e afundando os barcos. A situação para Cleópatra e seu companheiro só foi se agravando, até que decidiram atravessar o cerco romano. Foram derrotados na famosa batalha de Accio. Cleópatra retornou para Alexandria e Marco Antonio, desiludido, ocultou-se na ilha dos Faros. Um tempo depois, Marco Antônio retornou ao Egito e uniu novamente à Cleópatra, um ano depois foi anunciada a chegada de Otaviano, temendo sua reação, Marco Antônio lhe enviou uma carta oferecendo o Egito e em troca seus filhos continuariam a governar. No entanto, Otaviano não a respondeu, tinha a intenção de governar sozinho.

Os soldados de Marco Antônio desertaram-se e culparam Cleópatra, que assustada com a ira do romano abrigou-se em um mausoléu. Houve rumores de que a rainha egípcia teria se suicidado. Marco Antônio, enlouquecido, cravou uma espada em seu peito, no momento em que o secretário de Cleópatra chegava com a notícia que a rainha estava viva. Foi levado até Cleópatra e morreu em seus braços.

Pouco tempo depois, Cleópatra envenenou-se e morreu, aos 39 anos, ela foi a última rainha do Egito.

Relatos da época afirmam que Cleópatra e Marco Antônio continuaram juntos depois da morte

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